24. agosto 2014

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O ATO DE ESCREVER E OS DITADOS POPULARES

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  • O ato de escrever parece-me que é como que comer e coçar. Melhor dizendo: escrever é como o dito popular: “comer e coçar é só começar!”

    De quando em vez, assento-me à frente do computador, (não fica bem assentar no…) já com uma idéia pré-estabelecida sobre algum tema (o que não é o caso agora, pois, não sei sobre o que escrever) e – disposta na tela – o raciocínio desdobra-se, naturalmente e, ao terminar a narrativa vejo um conjunto de expressões constituindo uma crônica, ou conto que, a partir de então, requer só cuidados de correção (ou correções), uma vez que alguns peças só se tornam “prontos” após uma cuidadosa lapidação (isso no meu caso, talvez com grandes escritores possa dar-se diferente).

    Em se falando de escrever é sempre prudente que não se estenda demais, ou corre-se o risco de se perder o raciocínio de vez e, se debandar traçando apenas um amontoado de “linhas tortas”. E, só “Deus escreve certo por linhas tortas!”

    Certamente o leitor conhece a máxima: “quem fala (ou escreve) demais dá bom dia cavalo?” É fato que existem muitos(as) que dão bom dia, boa tarde, boa noite… Esses são aqueles de quem se pode dizer: “mesmo calados estão errados!”

    Lembra de Ciro Gomes, durante a campanha eleitoral? Quanto mais tentava explicar sua declaração sobre as mulheres, pior ficava.
    Na maioria das situações é mesmo muito difícil desdizer aquilo que foi dito. Há casos, em que se torna mesmo impossível aplicar o ditado popular: “fica o dito pelo não dito!”

    É bem verdade que diante de muita insistência em se desculpar, sobre isso ou aquilo, muitas coisas passam a ser ignoradas e as pessoas não valorizam a máxima: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!” (isso, se a água não acabar!) Afinal, com a devastação ambiental que sofremos nos últimos tempos…

    Ultimamente nos têm sido melhor falar menos e ouvir mais. Bom, também antes isto era melhor, porém, muitos não se davam conta. Olhe que já houve tempos em que se afirmava: “é necessário matar a cobra e mostrar o pau” (o pau com que se matou a cobra, seu maldoso!). Hoje, se torna necessário: matar a cobra (é só forma de expressão, não vá sair por aí matando os repteis…), mostrar o pau e mostrar a cobra morta.

    Acho mesmo que chegamos a esse ponto por culpa (ou desculpa) do próprio homem (e mulher, melhor explicar direito as coisas). Antigamente (não que eu me lembre, não sou tão velho assim) se dizia: “o que vale é a palavra”. “Te dou minha palavra”, “palavra de honra”. Hoje, porém, nada mais tem valor se não se colocar “o preto no branco”. Não necessariamente o preto, pois há alguns que colocam o azul, outros o verde… Há até os que gostam de colocar o… Rosa! Bom, cada um com aquilo que gosta. Quem sou eu para contraria-los?

    É! “Diga-me com quem andas que direi quem tu és!” (Ditadozinho preconceituoso, não acha?). Afinal, só Jesus conhece a conduta de alguém, que anda com outra pessoa. Mas, aí vem aquela “mexeriqueira” e diz:
    - Eu não costumo enganar! É só bater o olho e… Ah! “Quem se mistura com porcos farelo come!”

    Esses ditados, muitas vezes, me deixam irritado. Não sei se você é como a “fuxiqueira” aí, mas, a mim dá vontade de mandá-la para a “p. que p.”, (e olhe que sou educado!). Ou, então: mandá-la arranjar um rosário (se for católica), ou uma Bíblia – de 66 livros – (se for evangélica) e ir rezar!

    Ah, Você também está precisando ler um pouco mais a Bíblia? O ditado “ajoelhou tem que rezar”, se torna bom aplicativo nessas situações.

    Veja, só para comentar sobre o ato de escrever, estou a me alongar (provando do próprio veneno). Bom, há casos e casos. Há ocasiões em que é melhor dizer algumas verdades ou, então, se calar para sempre. Portanto… “Se alguém tem algo contra este texto, que fale agora, ou se cale para sempre!!!”

    Elias Muratori – Dezembro/2002

    Publicada no livro de sua autoria: CRÔNTOS – Cotidiano em Prosa!SOPRO DO CRIADOR

20. agosto 2014

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DIRETORIA E CONSELHO CURADOR DA FUENIO REVÊ ESTATUTO

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  • O encontro aconteceu na noite desta terça-19, nas dependências da Matriz N. S. Aparecida, no Porto.

    Na oportunidade foi feita importante adequação no Estatuto da instituição, que se prepara para, muito breve, inaugurar programação, ao vivo, da sua Rádio Catedral FM 105,9, que já está no ar, em caráter experimental e com grande sucesso.GEDSC DIGITAL CAMERAMais fotos em: Elias Muratori

16. agosto 2014

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CAMPANHA ELEITORAL TOMA FORMA COM OS COMITÊS

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  • A campanha eleitoral 2014, que culminará com as eleições de 05 de outubro, começa a ganhar visibilidade, de fato, com a inauguração dos comitês eleitorais, praxe antiga em todos os pleitos, Brasil afora.

    comitês 14Neste sábado-16, pela manhã, foi inaugurado, na Rua São Sebastião, em Muriaé, o comitê do candidato a Dep. Est. Carlos Wilson Abreu (PMDB – coligação: Minas Para Todos).

    Já o Deputado André Quintão (PT candidato à reeleição, também pela coligação: Minas Para Todos) inaugurou o comitê de sua dobrada com o candidato a Dep. Federal Patrus, na Praça de Eugenópolis.

    Em Muriaé, na semana que vem será inaugurado mais um comitê (coletivo), na Av. Monteiro de Castro.  Esse, como base de apóio dos candidatos Patrus, Padre João (federais), André Quintão, Rogério Correia e Castelar (estaduais), todos pela legenda do PT.

    Segundo me informou Dr. Wilson Batista (estadual), ele e Misael Varela (federal), não deverão instalar comitê, aqui na cidade, mas, como Muriaé conta ainda com candidaturas como a de Renzo (federal), Bráulio (estadual), Luciana Archete (federal), Luciane Archete (estadual), outros “birôs” de campanha poderão surgir, no desenrolar da campanha.

14. agosto 2014

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EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

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  • FORUM TRANSITO

6. agosto 2014

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COMITÊ CONTRA OS AGROTÓXICOS PROMOVE REUNIÃO

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  • GEDSC DIGITAL CAMERA

    A Coordenação do Comitê da Campanha Contra os Agrotóxicos realizou, na manhã desta quarta—06, no anfiteatro do IF SUDESTE – CAMPUS Muriaé, mais uma reunião, para tratar de ações a serem implementadas na região.

    Na oportunidade foram abordadas questões, tais como: o combate ao uso de agrotóxicos; a elaboração de material informativo e a realização de um 1º seminário regional, em Miradouro, em data a ser confirmada.

    Mais fotos em: Elias Muratori

4. agosto 2014

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RECURSOS FINANCEIROS PARA MURIAÉ

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  • Como Presidente do DM/PT Muriaé recebi, nesta segunda-04 e, disponibilizo aqui, para conhecimentos de todos que o município recebeu os valores abaixo fixados, destinados às obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, do Governo Federal.

    Nota-se que entre os valores, estão R$ 492.929,87 (duzentos e noventa e dois mil, novecentos e vinte e nove reais e oitenta e sete centavos), destinados à “Drenagem urbana – Córrego Santa Rita”.

    Como o valor é relativamente baixo, pressupõe-se que se destina a pagamentos de restos das obras que foram realizadas, antes que fossem paralisadas, como, aliás, se encontram há vários meses.

    Cabe, assim, a pergunta que todos os moradores da cidade vêem fazendo cotidianamente: quando serão retomadas as obras daquele complexo?
    Para que justifique (ou tente justificar) os valores de mais de 11 milhões, (confira matéria no link http://eliasmuratori.com.br/obras-do-complexo-santa-rita-empresa-recebeu-11-milhoes/) gastos ali, até o momento.GEDSC DIGITAL CAMERA

4. agosto 2014

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MÊS DE AGOSTO MARCANTE PARA A CATEDRAL 105,9

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  • Excelentes encaminhamentos em reunião nos estúdios da CATEDRAL 105,9, na manhã desta segunda-04.

    A partir da segunda quinzena deste mês – a gosto de Deus e a gosto da equipe – virão ótimas novidades!!!

    TORRE

3. agosto 2014

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MORADA DE CABOCLO

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  • Foto: Elias Muratori

    Foto: Elias Muratori

    Normalmente é alta. Suspensa do chão na medida de um cabo de enxada. Altura certa para se guardar lenha, ferro velho, carroça de mão e até carro de boi. Ah, também é onde se ajeita o ninho da galinha e o pinteiro.

    O corpo da morada tem de dois a três quartos quase sempre, mais cozinha, sala e despensa. O banheiro? É dispensado. Os pisos dos quartos são de tábuas não aparelhadas, deixando expostas largas fendas no assoalho.

    Nos portais o candeeiro, portando a lamparina meiada de querosene. Guarda-roupas? Só um. Quase sempre de única porta e de uso de toda a família. Sob as camas de madeira escurecida – equipadas com colchões de capim – conserva-se o penico para o eventual alívio noturno.

    A cozinha, único cômodo na altura do chão, é de barro batido, “encerado” com estrume de boi. Em um canto, um fogão à lenha, limpo com lama de barro branco, todos os dias, após almoço e janta. Sobre a chapa, do lado da panela de ferro do feijão, um bule com café. Em cima fica o fumeiro que conserva uma ou duas cargas de rapadura. De um lado do mesmo fogão, é acomodado um velho banco de uma só tábua, alisada naturalmente devido ao tempo de uso. Do lado oposto, uma velha prateleira de madeira e nela penduradas as canecas de lata, quando essas não estão secando na soleira da janela que dá para os fundos.

    Portas? Uma de sala e, quase sempre, duas na cozinha, dando liberdade ao esquelético vira-latas e aos gatos. De frente a uma delas, já do lado de fora, uma bomba d’água tocada a mão. Um pouco mais adiante se encontra o paiol, à espera da nova colheita, mas conservando, ainda, o resto da anterior. Isso sem contar as baratas e os ratos que, a cada dia, alimentam os gatos, que alegram a meninada com suas manobras no momento da dança de captura. Embaixo do velho paiol, o chiqueiro, facilitando o trato dos leitões, da porquinha e do capadinho, com os restolhos de milho que são jogados pelas aberturas do assoalho.

    O terreiro está bem na frente da casa, onde o compadre amarra o baio, pois é ali mesmo recebido com o convite para beber o café de rapadura, acompanhado da gostosa broa de fubá de moinho d’água. É também onde os moleques travam suas peladas com a mamucha de laranja, ao entardecer.

    E o alpendre! Claro, este fica na parte frontal da casa. Afinal, é ele o “palco”da casa. Ali é onde se bebe o café com o convidado, se contam os causos, se toca a sanfona e, ainda, se vende a sobra do que se colhe. Naturalmente quando o bom Deus manda sol e chuva na medida certa para se colher e sobrar! Aí, também, é onde está a banqueta de descanso e a velha cadeira de balanço. É onde o caboclo, no final da labuta, enrola seu pito, proseia, matuta e consegue seu merecido descanso!!!

    Elias Muratori – novembro/1985

    Publicada no livro de sua autoria: CRÔNTOS – Cotidiano em Prosa!

     

    MORADA DE CABOCRO (EM MINERÊIS)

    Normarmente é arta. Suspensa du chão, na midida dum cabu de inxada. Artura certa pra mode guardá ferru véiu, carroça de mão e, inté carro de boi. Ah, tamém é onde se ajeita o nim da galinha e o pintero.

    O corpo da morada tem de dois a trêis quarto, quais sempre, mais cuzinha, sala e dispensa. O banhero? É dispensado.

    Us piso dus quarto, são de tauba não apareiada, dexano isposta largas fenda no assuai. Nus portá, fica pindurado os candiero, portano as lamparina, meiada de querosena. Guarda-ropa? Só um! Quais sempre, de única porta e de uso de toda famía. Imbadascama de madera iscuricida, inquipadas cum cochão de capim, é conservado o pinico, para o eventuar alívio noturno.

    A cuzinha, único cômudo na artura do chão, é de barro batido, incerado cum bosdiboi. Em um canto o fugão de lenha, limpo cum lama de barro branco, todos os dia, dispois do armoço e janta. Inriba da chapa, do lado do carderão do fejão, um bule cum café. Pru cima fica o fumero, que conserva uma, ô duas, carga de rapadura. Dum lado do fugão é acomodado um surrado banco, de uma só tauba, alisada naturarmente, divido o tempo de uso. Do otro lado, uma veia pratilera de madera e, nela dipindurada as caneca de lata, quando essas não tão secano, na solera da jinela que dá prus fundo.

    As porta? É uma de sala e, quais sempre duas na cuzinha, dano liberdade ao isquilético vira-lata e os gato. Difronte a uma dela, já do lado de fora, uma bomba d’água tocada cas mão. Uns passo mais adiante, se incontra o paiol, a ispera da nova coiêta, mais, conservano o resto da anteriô. Isso sem contá as barata e os rato que, a cada dia, alimenta os gato que, sempre alegra a mininada cum suas manobra, no memento da dança de captura dos bichim. Imbaxo do véio paiol, o chiquero, facilitano o trato dos leitão, da porquinha e do capadim, com os restôi de mio que são jogado pelas abertura do assuai.

    O terrerão, istá bem na frente da casa, onde o cumpade amarra o baio, pois é ali memo ricibido, cum convite pa bebê o café de rapadura, acumpanhado da gostosa broa de fubá de muinho d’água. É, tamém, onde os muleque trava suas pelada, cum a mamucha de laranja, ao intardecê, bem na boquinha da noite, dispois de terminá suas tarefa.

    E o arpendre! Craro, ele fica na parte frontá da morada. Afinar, ele é o parco da casa. Ali, é onde se bebe o café cum o cunvidado, se conta os causos, se toca a sanfona e, ainda, se vende a sobra do que se coieu na lavora. Naturarmente, condo o bão Deus manda sole e chuva na midida certa pra se coiê e sobrá. Aí tamém, é onde fica a banqueta de discanso e a véia cadera de balanço. É onde o cabocro, no finar da labuta, inrola seu pito, pruseia, matuta e consegue seu miricido discanso!!!

    Autor: Elias Muratori

2. agosto 2014

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PT MURIAEENSE REALIZA MAIS UM IMPORTANTE ENCONTRO

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  • ENCONTRO PT 01 08 14Nós, do Partido dos Trabalhadores PT/Muriaé, realizamos, na noite desta sexta-01, mais um rico encontro, na Rua Marechal Floriano, na Barra.

    Na oportunidade, após os informes pertinentes à organização do Partido no município e sobre o pleito eleitoral que se aproxima, cada um pode saborear a deliciosa feijoada, servida pelo “Bar do Beto”, acompanhada, naturalmente por uma cervejinha (para quem é dado a ela) e refri (para quem é de refri, ou suco), o que culminou em uma ótima confraternização entre companheiros e amigos.

    Mais em: Elias Muratori

2. agosto 2014

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UM ENCONTRO ENTRE HISTÓRIA E LITERATURA!

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  • ENCONTRO AMLE 30 07 14Nós, Acadêmicos da Academia Muriaeense de Letras – AMLE participamos, na noite da quarta-30, na E. E. Orlando de Lima Faria, de mais um enriquecedor encontro.

    Na oportunidade o Acadêmico Prof. José Torres nos presenteou com o “elogio acadêmico ao Escritor e Historiador Nelson Werneck Sodré, patrono de sua cadeira (cadeira 15)”.

    Fotos: Elias Muratori